O presidente Lula deu o pior passo de todos os anos de seu governo ao propor a MP que regulamenta a aquisição de terras na região da Amazônia, onde como é de conhecimento geral, a floresta está dando lugar a serrados e pastagens para gado, e umas poucas vilas paupérrimas que futuramente se transformarão em municípios que dependerão inteiramente do FPM(fundo de participação dos municípios), que é uma espécie de esmola federal para municípios que não conseguem se manter. Mas a MP 458, conhecida como o PAC da Amazônia(ou PAG: Plano de aceleração da grilagem ou ainda PAI: Plano de aceleração das invasões) vai regularizar aquilo que sempre foi combatido: a grilagem de grandes áreas verdes da floresta, que depois de saqueada toda a madeira, vira pastagem para a criação de gado. A MP 458 é uma cópia fiel do projeto de lei 2278/07, do deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA), que ampliava o limite máximo de áreas invadidas na zona rural da Amazônia Legal que poderiam ser legalizadas pelo governo sem exigências, como uma licitação. A MP amplia o limite de 500 para até 1.500 hectares, com a desculpa de beneficiar pequenos proprietários. Ora, 1.500 hectares é terra para gente grande e não para 'pequenos proprietários'.è preciso de muito dinheiro e máquinário para cuidar de tanta terra. Até mesmo empresas estrangeiras poderão ser donas de áreas gigantescas naquilo que é a última grande área verde do planeta. Poderão até mesmo vender, e que sabe amealhar outras áreas e pleitear a mesma regularização gratuita, às cusatas do nosso planeta. Certamente um tiro no pé. Ou no próprio pulmão.
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