quarta-feira, 30 de julho de 2008

O ESTADO E A JUSTIÇA



O Estados e os estados brasileiros há muito não tem recursos para coisa nehuma. Hoje em dia, com esta preocupação neoliberal do Estado mínimo, de redução das atividades públicas, de sucateamento da máquina pública, eu faço uma pergunta: Se todas as atividades ficassem com a iniciativa privada e o Estado ficasse com uma única atividade, qual seria essa atividade? A Justiça, administrar a justiça. E isso pressupõe segurança. Se o Estado abdicar de dessas funções, ele simplesmente deixa de ser Estado. A palavra estado existe desde Maquiavel e significa uma nação com um governo institucionalizado e dotada de estabilidade. Estado e estabilidade têm a mesma raiz. Um estado que deixa de ter estabilidade deixa de ser estado. E um estado que deixa de ter segurança pública deixa de ter estabilidade.

Bierrenbach,Flávio. Entrevista. In: Folha de São Paulo. 06/08/2001. Com adaptações.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Matrícula

Começou domingo dia 27/07 a rematrícula da UFES 2008/2. É bom ficar atento para não perder o período, apesar de haver a segunda chamada. Então, mãos à obra (ou ao teclado!)

terça-feira, 22 de julho de 2008

AS ELEIÇÕES E AS MULAS

Estamos agora em meio a mais um processo eleitoral. Acho que todos devemos participar. Mas e os candidatos? Será que algum desses que aí estão, ou os pretensos vereadores e prefeitos merecem mesmo o nosso voto ou qualquer coisa? Será que estão comprometidos com a sociedade ou apenas com os seus "colaboradores" de campanha e consigo mesmo? Será que para ser candidato a algum cargo eletivo é necessário ter uma vida exemplar, coroada pela moral e ética e compromissada com os anseios coletivos?É preciso ter estudado um mínimo para saber fazer leis ou administrar alguma coisa? Pelo jeito não! Vemos todos os dias a repetição dos mesmos fatos: corrupção, malversação dos recúrsos públicos, inúmeros funcionários públicos comissionados sem a mínima qualificação chefiando outros concursados, com plena capacidade para estar em seu lugar e só não está porque aquele cargo é em comissão para os cabos eleitorais dos políticos politiqueiros, e que serve para perseguir os desafetos e inimigos políticos do seu chefe e patrono. Mas eu ainda acho que devemos votar. Sim, mas devemos ser muito mais exigentes na hora da escolha deste ou daquele candidato. Devemos ficar atentos ao seu discurso e procurar saber de sua posições políticas, suas tendências, suas capacidades e o que ele fez e pretende fazer para ser merecedor de seu voto. Lembrei-me agora de um livro do excelente Documentarista Eduardo Coutinho, no qual ele relata a figura de um coroné nordestino, um tal de Severino, um grande fazendeiro no filme: Severino , O Imperador do Sertão , que em um discurso seu, gravado por Coutinho desnuda a essência do político brasileiro: "-...Vocês trabalhadores aqui da fazenda não me servem pra nada: Não têm um carro para eu dirigir, não têm uma vaca para eu tirar leite, não têm um cavalo para eu montar. Mas têm uma coisa que não podem me negar: O voto! Isso eu preciso. E que não votar em mim não vai poder ficar aqui não. Pode arrumando as trouxas e ir embora se não votar em mim. Pois pra mim não tem serventia!" Pois é : na maioria das vezes a coisa mais importante que temos e que eles não têm é o nosso voto. Vote! Senão as mulas dos currais eleitorais elegerão seu novo capataz!

Quem quase vive já morreu...

"Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

( Luiz Fernando Veríssimo )

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Juscelino Kubistchek e a mulher de algodão

Hoje meus ouvidos doeram depois de ouvir mais uma sandice, daquelas que volta e meia aparecem não se sabe de onde mas pelo que parece se propagam com a velocidade da internet: O Banco Central, através do Banco do Brasil estaria comprando moedas de 1 real com a estampa do ex-presidente Juscelino Kubistchek. A tal compra seria devido à família de JK ter entrado na justiça por conta da imagem de Juscelino, que não teria sido autorizada, e por conta disso teria movido uma ação "zilionária" contra a União , e por conta disso o B.B. estaria recolhendo as moedas e pagando a bagatela de R$ 18,00 por cada moeda de R$1,00. Ora, francamente se tal coisa estivesse acontecendo, já teria tido um comunicado oficial nos jornais impressos e nas emissoras de TV de todo o país, e não correndo de boca em boca. E levando em conta que as moedas são impressas aos milhões, isso representaria um fantástico rombo nas contas brasileiras. Mas como sou curioso e nosso glorioso curso ensina a buscar as informações nas fontes mais fidedignas, eu movido por curiosidade, pesquisei logo noite do BC e lá estava o desmentido do boato, que pelo jeito já deu várias voltas no Brasil. Isso me faz Lembrar Uma estória que marcou época na minha infância e que aterrorizava a criançada: O fantasma da mulher de algodão, que aparecia nos banheiros das escolas e assombrava a gurizada: Segundo a lenda tratava-se de uma professora que foi assassinada(com requintes de extrema crueldade!) com milhares de cortes de gilete pelo corpo e que antes de morrer teria tentado estancar o sangue com algodão. Outra lenda urbana foi a do leite longa vida cuja caixinha deveria ser consumida somente se tivesse gravado em seu fundo os números de 01 a 02. A estória era a seguinte: Toda caixinha de leite longa vida tem em seu fundo, uma numeração que varia de 01 a 04 ou 05 se não me engano; e o povo dizia que aqueles números serviriam para identificar para os fabricantes e supermercadistas quantas vezes aquele produto já voltou para ser reesterelizado(tipo uma reciclagem), quando passava do prazo de validade. Bom, sabemos que a caixinha tipo longa vida não é uma coisa barata e que se aquilo fosse verdade, uma caixa de leite que já foi reenviada para a fábrica 5 vezes jamais poderia ser vendida pelo preço dos demais que ainda não voltaram, pois já teria gasto com 5 novas embalagens longa vida, fora todo o processo industrial, utilizando mão de obra e os vários fretes, sem falar do ICMS que teria efeito cascata. O preço deveria ser pelo menos 5 vezes mais caro! Isso fora a fiscalização do Min. da Agricultura, que é obrigatória em laticícios. Portanto, não dêem muito assunto quando lhes disserem algo extraordinário, mas que veio do nada. Por edução digam Ahãm! E saiam da conversa.

sábado, 5 de julho de 2008

LEI SECA NÃO É IGUAL PARA TODOS

Vitória-ES: A nova lei seca, que vem sendo aplicada nas estradas e ruas do nosso Brasil idolatrado salve salve, não é aplicada de forma igualitária para todos os cidadãos. Recentemente,no dia 28/06/2008, por volta das 02:45 da madrugada, a mulher do Inspetor Policial Rodoviário Federal Augusto Fernandes Lemos, a Sra Nádia Lemos, foi parada em uma blitz e sabedora de que estava embriagada, e apoiada pelo diligente marido, "cumpridor das leis" , se negou a realizar o teste do bafômetro. Foi conduzida a uma delegacia enquanto o marido, que também estava apresentava sinais de estar "meio alto" , foi em casa buscar seu instrumento de trabalho, uma pistola .40 de uso em serviço, a fim de facilitar as negociações para liberar a sua esposa. Ao ser conduzida ao DML, nova recusa em realizar exames de sangue e urina. Sendo assim , o bondoso médico deu uma olhadela(com todo o respeito! ) na dona e atestou visualmente(coisa que qualquer cidadão pode fazer desde que não seja cego! ) que ela não estava embriagada. Sendo assim ela e o marido foram liberados pelo delegado e foram felizes para sempre. Em um outro caso ocorrido no mesmo dia, porém às 18:30 do dia seguinte, o policial civil aposentado Enilon Roberto Ribeiro, foi flagrado tentando descer de uma estreita ladeira , onde bateu em uma moto estacionada e mais adiante bateu em uma proteção metálica de uma calçada e ficou com o carro enganchado, não conseguindo fugir. Foi conduzido a uma delegacia( a mesma onde a mulher do PRF foi) na qual o delegado só o encaminhou para exames de alcoolemia por que a imprensa estava lá(eu estava lá e vi pessoalmente) . Chegando no DML todo alegre e falante, disse textualmente: "- Eu já trabalhei aqui! Eu já trabalhei aqui preenchendo laudos e com esse doutor aqui, não é mesmo doutor?" dirigindo-se ao médico. Ao voltar à delegacia o delegado disse que iria liberá-lo pois o médico, muito bonzinho(será que foi o mesmo que atendeu a mulher do policial?) não quis realizar o exame visual e limitou-se a escrever no laudo que realizou a coleta de sangue e urina, e mais nada! O resultado do exame sairia em 30 a 40 dias e aí não teria flagrante! Agora a pergunta: Será que se um cidadão comum for flagrado alcoolizado, se recusar a fazer o teste do bafômetro e ainda mostrar uma arma para o policial, será liberado como nesses dois casos? Certamente que não! A lei só serve para o zé povinho, e não para as nossas "otoridades" corruptas e corporativistas> O zè povinho seria preso por desacato por não acatar as ordens de realizar os exames, por ameaça, por mostrar uma arma para os policiais, e resistência à prisão, pois certamente protestaria diante da falta de igualdade de tratamento, sem contar que muito provavelmente, teria plantado em seu carro algumas sacolinhas com drogas.
Quem quiser maiores informações do policial, confira em : <http://www.folhavitoria.com.br/site/?target=noticia&cid=15&ch=ff2795905dc9887dbed9318c5ae23b44&nid=52004> Da mulher, confira em : http://www.folhavitoria.com.br/site/?target=noticia&cid=15&ch=e3fefd6707fbe817975c462aec733ff2&nid=51917

Abaixo o asfalto

Pelo fim do asfalto. Hoje em dia, sobretudo nas grandes cidades, o asfalto está por todo lugar e, onde ele não está, as pessoas fazem pressão para que ele chegue logo. Mas o asfalto tem que acabar. Por quê? Os motivos não são poucos: 1) Asfalto mata. Onde há asfalto, os motoristas correm mais e a conseqüência é um número maior de acidentes e mortes relacionadas. Um bom exemplo é Bagé, no interior do Rio Grande do Sul, onde apenas três avenidas são asfaltadas e o resto é pavimentada com paralelepípedos. Adivinhem quais são as ruas onde mais acontecem acidentes fatais? 2) Asfalto é caro. Apesar de a instalação do metro quadrado do asfalto custar praticamente o mesmo que os velhos paralelepípedos, acaba saindo muito mais caro pois o asfalto precisa de muito mais manutenção, sua durabilidade é menor, e cada vez que é preciso cavar na via para obras no sistema de esgoto (por exemplo) é necessário fazer remendos, enquanto que os paralelepípedos podem ser reutilizados e duram centenas de anos. 3) Asfalto esquenta. O asfalto absorve mais calor que os paralelepípedos, o que acaba aumentando as temperaturas das áreas urbanas. 4) Asfalto alaga. O asfalto impermeabiliza a via, impedindo que a água das chuvas seja absorvida pela terra, causando alagamentos e potencializando enchentes. Além disso, a água que se acumula sobre o asfalto acaba contribuindo na deterioração do mesmo, aumentando os custos de manutenção. 5) Asfalto cheira mal. E o pior não é isso com o calor e o desgaste pelo trânsito, o asfalto solta uma fuligem que acaba indo pros nossos pulmões. 6) Asfalto é derivado de petróleo. E altamente poluente. 7) Asfalto é líquido. O que o torna inapropriado para pavimentação de vias onde trafeguem veículos pesados, como ônibus e caminhões. Nos corredores de ônibus asfaltados, por exemplo, existem verdadeiras valas, que marcam a trajetória dos pneus. Esses foram os motivos que me ocorreram agora, mas devem haver outros tantos. E existem é claro, exceções, casos onde o asfalto pode ser bem aplicado como ciclovias e pequenos trechos de lombadas íngremes, para evitar a derrapagem dos carros, ou nas rodovias. Por isso: FORA ASFALTO NA ÁREA URBANA!

Que venga el fin

Até que enfim está chegando ao fim Mais um período de estudos, que sugou tudo de mim. Muitas horas lá se vão, noites perdidas desespero , aflição. O final que se aproxima trará reparação para um corpo cansado e uma mente em ebulição. Contudo a maratona continua, para o canudo conquistar, segundo semestre vem aí, e tem tudo para arrasar. Sejamos fortes e guerreiros, Pois o fim se aproxima e teremos várias lutas em diversificados terreiros.

Soneto da separação




A Poesia é sempre bem vinda. Por isso achei esta,
Para agradar aos amantes das artes
e encher-nos de festa.

"De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez se a espuma
E das mãos espalmadas fez se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez se o pressentimento
E do momento imóvel fez se o drama

De repente não mais do que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais do que de repente."

O autor eu não revelo por enquanto. Vamos ver se alguém o identifica pelo estilo ou chuta certo.