Já se iniciou o envio de mensagens em favor de alguns pré candidatos aos cargos eletivos de 2010, e também convites para participar de pseudo-comunidades dos mesmos. Lembrando que a propaganda eleitoral fora de época é ilegal e passível de punição ao pré candidato, podendo tornar-lhe inelegível. Se um candidato se propõe a iniciar ou dar continuidade a sua vida política dentro da ilegalidade, então podemos imaginar o que tal indivíduo fará se for eleito. Dentro deste assunto das eleições deste ano, vou relembrar um assunto do qual teci comentários, mas nunca postei no blog: A candidatura de pastores, padres e demais líderes religiosos. Entre nós cristãos há um consenso e a fé de que Deus realmente fala conosco e que para alguém tornar-se um pastor é necessário que tenha além da vocação, um chamado por parte do Senhor. Se tal pessoa consegue estudar teologia por vários anos, se dedica a um determinado ministério, fica à frente de uma igreja por um bom tempo, não é justo que ele de uma ora para outra resolva abandonar tudo e partir para a política, uma atividade humana mundana, na qual se encontram os mais desprezíveis exemplares da espécie, rodeados de dinheiro ilegal, fruto de corrupção, poder excessivo que vira a cabeça, mordomias mil, inúmeros bajuladores, sempre defendendo os próprios interesses. Existe também a questão de que o pastor ou o líder religioso pode dizer que aquilo é um projeto de Deus, que ele foi escolhido para ser um deputado federal, estadual ou vereador. Tudo bem. Vamos nos ater à bíblia: Deus, Jeováh Jiré, é um Deus que não mente e não perde batalhas; logo se o pastor disser que a sua candidatura é de Deus, então ele será eleito e com uma votação expressiva, para poder honrar o nome de Jesus. Porém se ele não for eleito, estará provado que mentiu para toda a igreja. E todos sabem que a mentira é uma invenção do diabo. E se ele , o líder mentiu para toda a congregação, deve ser afastado de suas funções, por que demonstrou claramente que agiu segundo seus interesses mundanos, abandonando o caminho do Senhor.Inúmeros são os casos de pastores , padres e outros líderes religiosos, que depois de eleitos, foram flagrados em corrupção, desvio de conduta, comportamento não condizente com o cristianismo, etc. E o pior é que a igreja apoiou e pediu votos para tais pessoas. Alguns dirão e defenderão: "Poxa, então o pastor não tem direito de se candidatar? " Sim , tem o direito legal, "Tudo lhe é lícito , mas nem tudo lhe convém". é legal mas também é imoral e anti-ético.Como bem disse o Missionário Valdemiro Santiago da Igreja Mundial, durante um culto ao vivo transmitido no dia 30.01.2010: " -Quem votaria em mim se eu fosse candidato? " A maioria esmagadora levantou a mão. "-Não precisa votar não, eu já sou eleito!. Eleito por Deus para pregar a sua palavra e ganhar almas para Jesus." Muito sábio o Valdemiro. Mudar de profissão todo o mundo pode. Mas o pastorado é muito mais que uma simples profissão. É uma vida dedicada a Deus. Então o crente não pode votar em ninguém? Dirão muitos. Pode sim o pastor pode muito bem apoiar alguém DENTRE OS MEMBROS DA IGREJA ou ainda escolher alguém de fora, desde que comprometido com os propósitos do Senhor; para isso é só o líder consultar Deus para que lhe mostre quem deve ser o candidato apoiado pela igreja. Deus fala!
Everson Leal



