terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Os novos inimigos da floresta


Vamos reproduzir aqui, parte da matéria veiculada recentemente na Veja, do dia 13 de janeiro de 2010, para quem não teve acesso à revista e ao final elaborar uma análise do caso.





PREDADORES DA FLORESTA
Otávio Cabral

 O MST está em acelerado processo de mutação. Foi- se o tempo em que seus militantes tentavam dissimular as ações criminosas do grupo invocando a causa da reforma agrária. Há muito isso não acontece mais... seus alvos agora não são mais apenas os chamados latifúndios improdutivos. Os sem-terra têm se especializado também em invadir fazendas no coração da floresta amazônica. As terras da região são de difícil manejo para a agricultura, mas isso pouco importa. Nelas pode-se encontrar algo bem mais valioso: A madeira. Hoje, existem mais de 1000 propriedades rurais invadidas apenas no estado do Pará. Metade delas foi devastada para a retirada ilegal de árvores nobres , como ipê, jatobá, e cedro, que atingem altas cotações no mercado. As fazendas localizadas na Amazônia são obrigadas por lei a preservar 80% de suas áreas de floresta. Isso significa que as propriedades rurais guardam um imenso tesouro, e também explica por que o MST substituiu a foice pela motoserra. O caso mais emblemático da nova modalidade de banditismo do movimento pode ser observado na Fazenda Santa Marta, em Tailândia, a 240 Km de Belém. A propriedade tem 20.000 Hectares, dos quais 16.000 de floresta nativa; Os sem-terra a invadiram e permaneceram lá até novembro do ano passado. Não plantaram um único pé de feijão, mas dizimaram 2000 hectares da mata. Uma perícia contratada pelos fazendeiros estimou que 100.000 metros cúbicos de madeira nobre foram retirados da reserva, o equivalente ao corte de aproximadamente 25.000 árvores. No mercado, as toras valem  ao todo 40 milhões de reais. " O que os invasores não conseguiram cortar, destruíram. A terra ficou arrasada", afirma Dario Bernardes, o dono da Santa Marta, que obteve na justiça a reintegração de posse da fazenda. Como a devastação é  lucrativa, o MST e outros movimentos rurais se associam a madeireiras ilegais. O movimento arregimenta os "sem-terra" entre os desempregados e desocupados da região, e as madeireiras cuidam da logística. Depois da invasão, as árvores são derrubadas  e cortadas em toras. caminhões e tratores das madeireiras são enviados para ajudar no transporte. O que sobra é transformado em carvão nos fornos construídos pelos próprios invasores. A ação predatória dos sem-terra está documentada em fotos e vídeos  já exibidas ao ministro do Desenvlvimento Agrário, Guilherme Cassel, e ao presidente do Incra Rolf Hackbart. Mas, como sempre, o governo opta pelo silêncio negligente. " Sou da base governista no congresso, apoio o presidente Lula  e tudo o que ele faz de bom pelo país. Mas não posso contemporizar com o que é ilegal, com essa leniência com o MST", afirma o deputado federal Geovanni Queiroz, do PDT do Pará, membro da Comissão de Agricultura  da Câmara. O conflito entre fazendeiros e invasores já rendeu situações bizarras, como a do proprietário que recebeu uma multa do Ibama, no valor de 1,5 milhão de reais , por causa da devastação em suas terras, ocupadas havia  meses pelos sem-terra."Eles invadem minhas terras, destroem a floresta , impedem meu trabalho e eu ainda sou multado. É inaceitável" protesta Vitório Guimarães, dono da fazenda Vitória Régia, em Santana do Araguaia, sul do PA. O Pará é a terra prometida dos sem-terra da motoserra. Levantamentos do INCRA  revelam que os trabalhadores formalmente assentados pelos programas de reforma agrária são responsáveis por índices de destruição da floresta proporcionalmente muito maiores aos de agricultores e pecuaristas da região. No caso dos invasores, a situação é caótica. Eles contam com a conivência e a leniência do governo do estado, que em vez de  reprimir e coibir os crimes ambientais, faz exatamente o contrário. Quando acionada a governadora do PA , Ana Júlia Carepa, do PT , não só impede a ação de sua  polícia contra o MST como também ajuda os criminosos, distribuindo lonas e cestas básicas nos acampamentos. O desrespeito às leis é tamanho que já houve até mesmo um pedido de intervenção federal no estado, solicitado pela confederação Nacional de agricultura. (...)

Nossa análise: O MST já não esconde as suas verdadeiras intenções: A de se capitalizar, se agigantar e  transformar-se em algo parecido com uma FARC (Força Armada Revolucionária da Colômbia), que à semelhança do MST daqui, surgiu com a idéia de tomar o poder na colômbia e socializar a produção, diminuindo as desigualdades sociais. Só que se transformou em um exército a serviço do narcotráfico, muito mais lucrativo. Dominam regiões do tamanho de estados na colômbia, onde praticamente funcionam de forma independente, dominando a população com o terror das matanças. Aqui o "movimento" cria escolas em seus acampamentos onde até mesmo treinamenttos de táticas de guerrilha são ensinadas a crianças(qualquer semelhança com o hesbolah, não é coincidência). Agora com o recém aprovado decreto dos direitos humanos, tal organização criminosa ganha o direito de ser parte obrigatória a ser ouvida na negociação quando houver uma invasão de terras, antes mesmo de ser concedida qualquer liminar de reintegração de posse. É o reconhecimento de direitos a quem não merece. A sociedade Brasileira precisa se mobilizar contra tal falso movimento e extirpá-lo de nosso meio, pelos meios legais, se é que pelo andar carruagem isso ainda é possível.


Fonte: Revista Veja 13 de janeiro de 2010

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário