quarta-feira, 9 de julho de 2008

Juscelino Kubistchek e a mulher de algodão

Hoje meus ouvidos doeram depois de ouvir mais uma sandice, daquelas que volta e meia aparecem não se sabe de onde mas pelo que parece se propagam com a velocidade da internet: O Banco Central, através do Banco do Brasil estaria comprando moedas de 1 real com a estampa do ex-presidente Juscelino Kubistchek. A tal compra seria devido à família de JK ter entrado na justiça por conta da imagem de Juscelino, que não teria sido autorizada, e por conta disso teria movido uma ação "zilionária" contra a União , e por conta disso o B.B. estaria recolhendo as moedas e pagando a bagatela de R$ 18,00 por cada moeda de R$1,00. Ora, francamente se tal coisa estivesse acontecendo, já teria tido um comunicado oficial nos jornais impressos e nas emissoras de TV de todo o país, e não correndo de boca em boca. E levando em conta que as moedas são impressas aos milhões, isso representaria um fantástico rombo nas contas brasileiras. Mas como sou curioso e nosso glorioso curso ensina a buscar as informações nas fontes mais fidedignas, eu movido por curiosidade, pesquisei logo noite do BC e lá estava o desmentido do boato, que pelo jeito já deu várias voltas no Brasil. Isso me faz Lembrar Uma estória que marcou época na minha infância e que aterrorizava a criançada: O fantasma da mulher de algodão, que aparecia nos banheiros das escolas e assombrava a gurizada: Segundo a lenda tratava-se de uma professora que foi assassinada(com requintes de extrema crueldade!) com milhares de cortes de gilete pelo corpo e que antes de morrer teria tentado estancar o sangue com algodão. Outra lenda urbana foi a do leite longa vida cuja caixinha deveria ser consumida somente se tivesse gravado em seu fundo os números de 01 a 02. A estória era a seguinte: Toda caixinha de leite longa vida tem em seu fundo, uma numeração que varia de 01 a 04 ou 05 se não me engano; e o povo dizia que aqueles números serviriam para identificar para os fabricantes e supermercadistas quantas vezes aquele produto já voltou para ser reesterelizado(tipo uma reciclagem), quando passava do prazo de validade. Bom, sabemos que a caixinha tipo longa vida não é uma coisa barata e que se aquilo fosse verdade, uma caixa de leite que já foi reenviada para a fábrica 5 vezes jamais poderia ser vendida pelo preço dos demais que ainda não voltaram, pois já teria gasto com 5 novas embalagens longa vida, fora todo o processo industrial, utilizando mão de obra e os vários fretes, sem falar do ICMS que teria efeito cascata. O preço deveria ser pelo menos 5 vezes mais caro! Isso fora a fiscalização do Min. da Agricultura, que é obrigatória em laticícios. Portanto, não dêem muito assunto quando lhes disserem algo extraordinário, mas que veio do nada. Por edução digam Ahãm! E saiam da conversa.

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