sábado, 5 de julho de 2008

LEI SECA NÃO É IGUAL PARA TODOS

Vitória-ES: A nova lei seca, que vem sendo aplicada nas estradas e ruas do nosso Brasil idolatrado salve salve, não é aplicada de forma igualitária para todos os cidadãos. Recentemente,no dia 28/06/2008, por volta das 02:45 da madrugada, a mulher do Inspetor Policial Rodoviário Federal Augusto Fernandes Lemos, a Sra Nádia Lemos, foi parada em uma blitz e sabedora de que estava embriagada, e apoiada pelo diligente marido, "cumpridor das leis" , se negou a realizar o teste do bafômetro. Foi conduzida a uma delegacia enquanto o marido, que também estava apresentava sinais de estar "meio alto" , foi em casa buscar seu instrumento de trabalho, uma pistola .40 de uso em serviço, a fim de facilitar as negociações para liberar a sua esposa. Ao ser conduzida ao DML, nova recusa em realizar exames de sangue e urina. Sendo assim , o bondoso médico deu uma olhadela(com todo o respeito! ) na dona e atestou visualmente(coisa que qualquer cidadão pode fazer desde que não seja cego! ) que ela não estava embriagada. Sendo assim ela e o marido foram liberados pelo delegado e foram felizes para sempre. Em um outro caso ocorrido no mesmo dia, porém às 18:30 do dia seguinte, o policial civil aposentado Enilon Roberto Ribeiro, foi flagrado tentando descer de uma estreita ladeira , onde bateu em uma moto estacionada e mais adiante bateu em uma proteção metálica de uma calçada e ficou com o carro enganchado, não conseguindo fugir. Foi conduzido a uma delegacia( a mesma onde a mulher do PRF foi) na qual o delegado só o encaminhou para exames de alcoolemia por que a imprensa estava lá(eu estava lá e vi pessoalmente) . Chegando no DML todo alegre e falante, disse textualmente: "- Eu já trabalhei aqui! Eu já trabalhei aqui preenchendo laudos e com esse doutor aqui, não é mesmo doutor?" dirigindo-se ao médico. Ao voltar à delegacia o delegado disse que iria liberá-lo pois o médico, muito bonzinho(será que foi o mesmo que atendeu a mulher do policial?) não quis realizar o exame visual e limitou-se a escrever no laudo que realizou a coleta de sangue e urina, e mais nada! O resultado do exame sairia em 30 a 40 dias e aí não teria flagrante! Agora a pergunta: Será que se um cidadão comum for flagrado alcoolizado, se recusar a fazer o teste do bafômetro e ainda mostrar uma arma para o policial, será liberado como nesses dois casos? Certamente que não! A lei só serve para o zé povinho, e não para as nossas "otoridades" corruptas e corporativistas> O zè povinho seria preso por desacato por não acatar as ordens de realizar os exames, por ameaça, por mostrar uma arma para os policiais, e resistência à prisão, pois certamente protestaria diante da falta de igualdade de tratamento, sem contar que muito provavelmente, teria plantado em seu carro algumas sacolinhas com drogas.
Quem quiser maiores informações do policial, confira em : <http://www.folhavitoria.com.br/site/?target=noticia&cid=15&ch=ff2795905dc9887dbed9318c5ae23b44&nid=52004> Da mulher, confira em : http://www.folhavitoria.com.br/site/?target=noticia&cid=15&ch=e3fefd6707fbe817975c462aec733ff2&nid=51917

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